Conheça 13 serviços de Web 2.0 desenvolvidos no Brasil
A Web 2.0 brasileira cresceu e multiplicou. Há cerca de um ano, eram raros os serviços disponíveis. Hoje, é difícil fazer uma seleção sem cometer injustiças.
O IDG Now! selecionou 13 serviços de Web 2.0 desenvolvidos por brasileiros. A seleção buscou mostrar exemplos de sites nas mais diversas áreas.
Nesta lista você vai encontrar sites de mídia e favoritos sociais, despesas pessoais online e aplicativos para empresas, entre muitos outros. A ordem dos serviços é a alfabética.
Apontador
O Apontador, site da primeira fase de internet, adaptou-se à Web 2.0. Ao estilo dos principais serviços de mapas, ele traz imagens de satélites e permite navegar pelas páginas apenas clicando e carregando.
Os serviços continuam parecidos, mas agora preparados para a nova era da internet. Você pode saber onde fica uma rua, traçar uma rota, verificar o trânsito e o clima. Além disso, pode marcar seus locais, como a residência ou o endereço do trabalho.
Outro recurso é a possibilidade de marcações pessoais nas regiões escolhidas, como comércio, imóveis, educação, esporte, gastronomia, governo, saúde, serviços, transportes e turismo.
É possível encontrar também algumas marcações de lojas feitas diretamente pelo Apontador, em um sinal de que o site está trabalhando em um serviço local de classificados via mapas.
Aprex
Os concorrentes do Aprex são o Google, a Microsoft e Yahoo, as três maiores empresas de internet do mundo. Nada que desanime os fundadores do serviço, uma das mais bem-sucedidas investidas de brasileiros na área de aplicativos online.
Os serviços online são calendário, lista de contatos, tarefas, disco virtual, blogs, enquetes, apresentações e e-mail marketing (as duas últimas ainda em beta).
O sócio-diretor do Aprex, Guilherme Coelho, em entrevista ao Blog dos Blogs, do IDG Now!, explicou porque acredita que o Aprex vai dar certo:
1) Simplicidade: a facilidade de uso é considerada melhor que a dos sites internacionais.
2) Integração: muitos dos serviços concorrentes não têm todos os recursos em um único lugar, como o Aprex.
3) Serviços profissionais: como um dos alvos do Aprex são as pequenas e médias empresas, as aplicações Web 2.0 contam com recursos de segurança, o que dá mais confiabilidade para quem usa.
Blogblogs:
O Blogblogs acabou de ganhar uma nova versão. O principal diretório de blogs brasileiros, desenvolvido por Manoel Lemos em um trabalho solitário, incorporou recursos, criou rankings e ficou mais parecido com o Technorati, o seu modelo de inspiração.
Agora, o Blogblogs traz um ranking com os principais blogs brasileiros. O critério é o mesmo do Technorati: o número de blogs que linkam para o seu blog é um sinal da sua popularidade. Se houver empate, o número de links é o critério para desempatar.
Mas o ranking é apenas um dos recurso que melhoraram e muito o Blogblogs. Agora, o dono de um blog pode cadastrar o seu blog, escolher os seus blogs favoritos, indexar seus posts e acrescentar suas tags. Se quiser, pode automatizar o “ping”, recurso que avisa o sistema do Blogblogs toda vez que um novo conteúdo está no ar.
Uma informação que estava na versão anterior, e agora não é mais encontrada, é a quantidade de blogs indexados. Em fevereiro, eram 143 mil.
Boo-box
Esse é o serviço de Web 2.0 que maior repercussão conseguiu fora do Brasil. O Boo-box, que associa imagens e palavras a sites de comércio eletrônico, foi destaque no TechCrunch, considerado a principal referência do ramo internacionalmente.
A idéia é de dois brasilienses, Raphael Vasconcellos e Marco Gomes, que, em dezembro de 2006, ao verem uma foto da modelo brasileira Gisele Bündchen com o tênis All Star se questionaram: “E por que não comprar o tênis apenas clicando na imagem”?
Essa é a concepção do Boo-box. Os blogueiros colocam um script em sua página e depois, na hora de publicar o texto, acrescentam um tag na imagem e no texto.
Simples assim. Para dar certo, o Boo-box terá de provar a eficiência do seu modelo e ter parcerias com lojas de prestígio do comércio eletrônico brasileiro e internacional (sim os objetivos são além mar). Não é demais registrar que modelos para que blogueiros ganhem dinheiro não faltam: do Google ao UOL.
Camiseteria
Você já ouvir falar de rede social, mídia social e outras formas de colaboração que estão surgindo na esteira da Web 2.0, não? E comércio social? Que tal dar uma olhada no Camiseteria, do blogueiro e um dos pioneiros da Web 2.0 nacional, Fábio Seixas.
O Camiseteria é um site que vende camisetas com estampas feitas pelos próprios usuários, que enviam pela internet e passam pelo crivo dos internautas em uma votação aberta.
A votação de cada estampa dura 10 dias corridos e durante esse período qualquer usuário cadastrado no site poderá votar.Após os 10 dias, a estampa sai de votação e recebe uma nota média final, que fica disponível no perfil do autor. Os vencedores recebem R$ 350 em dinheiro e R$ 350 em produtos.Quem quiser comprar uma camiseta da coleção do Camiseteria, no entanto, vai ter de colocar a mão no bolso. Elas custam até 55 reais.
Debit
A burocracia é um monstro feito sob medida para os contadores. Mas esse demônio começa a ser domado por um preço razoável e com controle total pela Web.
O Debit não é um serviço para usuários finais, mas sim para pequenas e médias empresas e profissionais liberais.Entre os serviços estão o Debit Atualiza, que faz cálculos de correção monetária, de juros, multas, custas e honorários, e o Debit Trabalhista, para cálculos como diferenças salariais, 13º salário, encargos como IRFF e INSS.
Alguns aplicativos online são gratuitos, como o Debit SAC, para controle do serviço de atendimento a clientes, e o Debit Ponto, para controle de cartões de ponto.
DicaSP
Ninguém percebeu, mas a poderosa editora Abril está fazendo um teste na Web 2.0, usando a base de dados de bares e restaurantes da Veja São Paulo.
O modelo é simples. Os usuários podem procurar bares e restaurantes, mas não incluir os seus preferidos. Os internautas registrados podem criticar, comentar e indicar um local.
Você pode montar a sua lista de lugares preferidos em São Paulo, deixar seus comentários, navegar pela lista de outras pessoas e até marcar encontros e happy hours.
É possível saber quais são os lugares mais populares e, para desgostos de alguns proprietários, os menos populares.
No site, não há nenhuma referência sobre quem é a empresa por trás do empreendimento. Na home da Veja São Paulo, apenas uma chamada discreta para a nova comunidade.
Garimpar
Você não precisa garimpar muito para saber qual é a inspiração do Garimpar, um site de favoritos sociais, cujo modelo é baseado do del.icio.us, serviço popular entre os norte-americanos e também entre os brasileiros.A idéia é simples. Em vez de guardar os seus favoritos na desktop, o serviço permite que eles sejam salvos na internet, classificados com etiquetas, chamadas na Web 2.0 de tags. Assim, de qualquer lugar, você pode acessar o conteúdo.
Os favoritos salvos em sua conta podem ser públicos, privados ou anônimos. Conforme você vai adicionando novos conteúdos, sua nuvem de tag vai sendo formada. Mas o Garimpar tem ainda que melhorar para se comparar ao seu par norte-americano.
O serviço brasileiro não tem uma nuvem com as tags mais comuns, nem permite navegar por categorias para saber os itens mais populares. Reflexo, talvez, do seu baixo ainda número de usuários.
Criado pela parceria entre o chairman do iCommons, Ronaldo Lemos, o antropólogo Hermano Vianna e o advogado Marcelo Zacchi, o OverMundo é considerado o primeiro site apoiado pelo Governo a explorar a Web 2.0.
Definida por Lemos como “jornalismo cidadão”, a iniciativa permite que usuários publiquem textos de assuntos diversos, que carregam a licença Creative Commons e tragam a mínima relação com cultura nacional.
Após a publicação, a comunidade do Overmundo pode votar e categorizar as notícias, no mesmo sistema proposto pelo Digg.
Peqno
Na primeira fase da internet, durante o ano 2000, um bom plano de negócios envolvia um serviço para o mercado latino-americano, modelo consagrado pela StarMedia, e a abertura de capital na Nasdaq, modelo consagrado pela StarMedia.
Na era Web 2.0, não há ambições de abrir o capital - afinal, na maioria dos casos não há capital - mas a América Latina cedeu espaço para, simplesmente, o mundo. Isso mesmo. Software como serviço permite que você atinja vários países, sem a necessidade de subsidiárias e investimentos em estruturas físicas.Basta um servidor na mão e um bom plano de negócios. Tome o exemplo do Peqno, um site de dois catarinenses cuja missão é simples: transformar URLs gigantes em pequenas, com diz o nome.O Peqno.com surgiu primeiro em inglês. Já tem versão em português e espanhol. Prepara-se para lançar o site em italiano e alemão. E o objetivo é também ser entendido pelos chineses, o maior mercado em expansão do planeta. A versão em mandaria, dizem os fundadores, está a caminho.
Rec6
Não faltam candidatos ao Digg nacional. Entre eles, EuCurti, Linkk e OutroLado. Nenhum deles ainda chegou perto do Rec6, que foi adotado principalmente pela comunidade de tecnologia.
Além de um visual mais limpo, próprio do estilo de design da Web 2.0, o Rec6 é mais rápido e fácil de se cadastrar que seus pares. Além disso, foi incorporando ferramentas que o torna ainda melhor.
Uma delas é um widget, ainda é em beta, outra característica da Web 2.0, que permite ao usuário saber em que notícias votou, as notícias dos seus contatos e as notícias do seu interesse.
Um recurso recém-lançado mantém o internauta mais tempo dentro do Rec6. Ao clicar em uma notícia, o leitor é direcionado para a página do conteúdo. Uma barra na lateral esquerda, relaciona outras notícias do Rec6 associadas com aquele conteúdo.
Para ser um editor do Rec6 ou votar na notícias, é preciso se cadastrar no Via6, uma comunidade profissional dos meus fundadores do Rec6. Nada que vá doer.
As duas, Rec6 e Via6, acabaram de receber um investimento de capital de risco da Confrapar, cujo valor não foi revelado.
Spesa
Se o mês é grande demais para caber no seu salário, está na hora de controlar e saber quais são os seus gastos. Essa é a proposta do Spesa, um aplicativo que ajuda a controlar as despesas pessoais.
Os usuários dos browsers Firefox e do sistema operacional Mac OS X, da Apple, podem baixar widgets e ter na tela do seu desktop um aplicativo com todas as informações de sua movimentação: dos débitos aos créditos.
Lançado em fevereiro, o site tinha 861 contas criadas e registrados em sua base de dados 4.531 lançamentos e 904 agendamentos. Você pode acompanhar tudo também através de RSS. O serviço é gratuito.
Videolog
Você não pode imaginar o quanto é dura, e quente, a vida nos trópicos. Pegue o exemplo do Videolog, que em dezembro anunciou acordo com o portal UOL.
O Videolog surgiu nove meses antes do YouTube e com o mesmo conceito que levou o site de compartilhamento de vídeos norte-americano a ser adquirido pelo Google por 1,6 bilhão de dólares em 2006.
É claro que a versão brasileira não vale essa quantia. O que pode também ser visto de uma forma positiva. Não haverá também uma Viacom pedindo 1 bilhão de dólares em indenização por violação de direitos autorais.
A qualidade dos vídeos do Videolog é boa e também não deixa a desejar ao YouTube. O que falta é ainda a grande variedade é que possível encontrar no site norte-americano. Entre os brasileiros, consolida-se como a melhor opção.





